Cultura

Região em que se localiza o Estado do Amazonas, a Amazônia comporta uma diversidade cultural surpreendente até mesmo para seus próprios habitantes, decorrente, sobretudo, de sua formação étnica, em que o elemento indígena foi aos poucos absorvendo as influências africanas e européias, particularmente de portugueses e espanhóis, além de outras correntes migratórias que vieram contribuir para o cadinho amazônico. Daí o amazonense refletir em sua cultura manifestações tão distintas umas das outras como o ritual da Moça Nova, realizado na região do alto rio Solimões, o Festival Amazonas de Ópera, apresentado no suntuoso Teatro Amazonas, em Manaus, e o carnaval de rua, que acontece praticamente em todas as sedes municipais.

Com seu referencial simbólico enraizado em três matrizes étnicas bem distintas entre si, o amazonense traduz esse simbolismo de forma exuberante durante o Festival Folclórico de Parintins, com o duelo de bumbás em uma festa de explosão de cores, sons e ritmos em que a rica mitologia amazônica se transforma em enredos e coreografias, que atrai e encanta gente de todas as partes do mundo. Esta manifestação folclórica está cada vez mais comprometida com os aspectos ecológicos que envolvem a conservação da Amazônia como um todo e, particularmente, do Amazonas, Estado que apresenta uma das mais intocadas florestas de todos os que compõem a região.

O referencial cultural amazonense também se manifesta no artesanato, em que matérias-primas extraídas de maneira sustentável da Floresta Amazônica são transformadas em objetos utilitários e decorativos, como as cestas de fibra de arumã do alto rio Negro, e de uso pessoal, como os anéis, pulseiras e colares confeccionados com sementes de jarina.

Devido ao crescente contato com elementos de outras culturas, cada vez mais o amazonense vem se dando conta de sua própria singularidade e da riqueza cultural que representa sua mitologia, tradições e costumes, de modo que esses aspectos estão sendo aproveitados como atrativos turísticos. Rituais praticamente desconhecidos da população urbana local passaram a fazer parte do calendário de eventos amazonense. O da Tucandeira, por exemplo, que antes era praticado somente como rito de passagem entre a infância e a adolescência, agora se reveste de um bem-vindo elemento gerador de renda para os membros de algumas comunidades amazonenses de etnia saterê-maué. Assim, como elemento essencial na composição identitária, a cultura amazonense vem se renovando e se adaptando aos tempos da globalização, sem, no entanto, perder sua essência e dinamismo.

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