Biodiversidade

Ao longo dos últimos milênios, as transformações geológicas e climáticas pelas quais passou a Amazônia foram decisivas para a evolução das espécies vegetais e animais que primitivamente habitavam a região. Deve-se a essas transformações a riquíssima biodiversidade existente na Floresta Amazônica, que, ao lado do que restou da Mata Atlântica, coloca o Brasil entre os países mais bem aquinhoados neste quesito. Detentora da maior cobertura vegetal tropical do planeta, a Amazônia é exuberante em manifestações de vida, desde a microscópica até a gigantesca. Banhada por intensa luminosidade, que praticamente a aquece por igual durante as quatro estações, e alimentada por um complexo sistema hidrológico, a Floresta Amazônica promove diariamente a sua própria renovação, num ciclo infindável que se alterna em vida e morte, dia e noite, chuva e sol, vazante e enchente dos rios, influenciando beneficamente o clima em escala planetária

Dessa feliz conjunção milenar resultam os sabores, odores e cores das frutas amazônicas, ímpares, que, nas ondas da globalização, passam a ser conhecidas mundialmente. O tradicional vinho (suco) de açaí do ribeirinho amazonense vem conquistando admiradores e entusiastas de várias partes do mundo por causa de suas elevadas propriedades nutricionais. A Floresta Amazônica, que tem seu núcleo mais representativo no Estado do Amazonas, vem ao longo dos anos revelando cada vez mais seu potencial para a geração de riquezas, do qual se destacam o cacau; canela; baunilha (explorados intensamente durante o período colonial); seringueira; balata; guaraná; mirantã; mandioca; camu-camu; cupuaçu; pau-rosa; cumaru; andiroba; copaíba; sorva; e castanha-do-brasil; além de madeiras apreciadíssimas, como o mogno; cedro; cerejeira; itaúba e angelim. Sem desmerecer a beleza das orquídeas e alanas (vitórias-régias), a rainha entre os vegetais amazônicos é a portentosa sumaumeira, gigante que alcança 60 metros de altura (o equivalente a um prédio de 20 andares), com uma circunferência de base de mais de 20 metros e uma umbrela que ultrapassa os 100 metros de diâmetro.

À lista infindável das espécies vegetais soma-se a dos animais, com destaque para a onça (jaguar); suçuarana (puma); airuvê (peixe-boi); anta (o maior animal terrestre da América do Sul); capivara (o maior roedor do mundo); amana (boto-vermelho); tucuxi (boto-cinza); ariranha; uacari-branco e sauim-de-coleira, além de uma relação quilométrica de peixes, entre os quais se sobressaem o pirarucu (maior peixe de água doce do mundo); pirarara (bagre); tambaqui; tucunaré; até o humilde e saboroso jaraqui, responsável pela alimentação de boa parcela da população baré. Há também répteis gigantes (o adjetivo é recorrente), como a constritora sucuri (anaconda), que supera os 10 metros; jacaré-açu; e a jiboia; além da venenosíssima surucucu-pico-de-jaca; jacaré-tinga; tartaruga-do-amazonas; tracajá; jabuti; e iguana. Aves maravilhosas povoam o maior Estado brasileiro, como o galo-da-serra; uirapuru; arara; cigana; tucano; e o magnífico uiraçu (gavião-real), senhor absoluto dos céus do Amazonas, cuja envergadura ultrapassa os dois metros, que o torna a maior ave de rapina existente no planeta.

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