Estoque da Cema é abastecido com 500 mil comprimidos de Risperidona

FOTO: Roberto Carlos / Secom
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A Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) recebeu, nesta segunda-feira (11/2), uma remessa de 500 mil comprimidos de Risperidona, quantidade suficiente para abastecer as unidades de saúde da rede estadual por até cinco meses. De acordo com o vice-governador e secretário estadual de Saúde, defensor Carlos Almeida, a remessa do medicamento já é resultado das aquisições que estão sendo feitas pelo Governo do Amazonas para suprir a necessidade da rede, cujo abastecimento foi recebido em situação crítica no início dessa gestão.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) conseguiu comprar, por meio de Ata de Registro de Preço, mais de 50% dos produtos que atendem ao padrão das unidades para os próximos três meses. “Abastecimento e pagamentos das empresas estão entre as nossas prioridades e estamos trabalhando nas duas frentes para que isso se normalize”, disse Almeida. A previsão é de que toda a remessa de medicamentos e insumos recém-adquirida chegue até o dia nove de março.

O Risperidona é indicado para pacientes com transtornos de ansiedade, do humor e bipolares, depressão e psicose. O medicamento também é prescrito a pacientes com autismo. A medicação é dispensada gratuitamente nas Policlínicas Zeno Lanzini, Gilberto Mestrinho e Codajás; no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Silvério Tundis, no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, no Serviço de Pronto Atendimento (SPA) José Lins e  no Centro de Atenção à Melhor Idade (Caimi) Ada Viana.

Segundo o coordenador da Cema, Antônio Paiva, de imediato, as sete unidades de saúde do estado que dispensam Risperidona, devem receber 101.500 comprimidos para este mês. Ele contou que houve aumento na demanda do estado, porque o Município de Manaus, que também dispensava a medicação em suas unidades, deixou de fornecer no final do ano passado. Ainda segundo o gestor da Cema, a partir desta semana, há programação para a chegada de medicamentos e insumos até dia nove de março.

Prioridade - Carlos Almeida ressalta que o desabastecimento das unidades com medicamentos e insumos hospitalares foi um dos pontos críticos identificados no início da nova gestão e que vêm sendo tratado com prioridade no Governo Wilson Lima.

 “A Cema foi recebida com estoque critico. Não houve (no governo anterior) o planejamento adequado para saber se tinha dinheiro para comprar e também não se deflagrou os processos licitatórios dentro do período necessário. Começamos o esforço nesse sentido, desde quando iniciamos o governo, há pouco mais de 30 dias. Estamos trabalhando para que essa situação tenha solução definitiva”, disse.