Governo do Amazonas é referência mundial em acolhimento aos refugiados venezuelanos

FOTO: DIVULGAÇÃO/SEAS
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Nesta sexta-feira (12/01), o governador do Amazonas, Amazonino Mendes, recebeu através da secretária da assistência social, Auxiliadora Abrantes, uma carta de reconhecimento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) pelas ações desenvolvidas no acolhimento aos indígenas venezuelanos da etnia Warao, refugiados em decorrência da grave crise econômica e política na Venezuela.

A carta foi entregue durante um encontro na sede da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas) e contou com a presença de Arthur Zahlut Lins, titular da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), que, juntamente com a Seas e com as Secretarias de Estado da Saúde (Susam), Educação (Seduc), Fundo de Promoção Social (FPS) e Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), integra o grupo de trabalho para ajuda humanitária aos imigrantes venezuelanos.

Para a representante da Acnur, Isabel Marquez, o Serviço de Acolhimento Institucional de Adultos e Famílias (Saiaf) serve de modelo para que a entidade possa orientar outros países sobre a prática de abrigamento. “O serviço de acolhimento oferecido pelo Estado é uma das melhores práticas que já conhecemos. Atualmente, o Amazonas é uma referência mundial”, classificou a representante.

Compromisso e engajamento - O documento ainda reconhece o compromisso dos gestores públicos e o engajamento das equipes técnicas estaduais, para a garantia de condições de vida digna, principalmente, às crianças e adolescentes que encontravam-se nas ruas de Manaus, em situação de vulnerabilidade e risco social.

Em nome do governador Amazonino Mendes, Auxiliadora Abrantes agradeceu à Acnur o reconhecimento pelo trabalho realizado com os indígenas venezuelanos. “Coordenar um serviço que oferece acolhimento a um público de outra cultura é um grande desafio, mas conseguimos construir com recursos do próprio Tesouro Estadual, um sistema de Assistência Social aos Warao que coaduna com a Lei do Migrante, por isso nos tornamos referência”, afirmou a secretária.