Escolas da rede estadual de educação terão campanha inédita de prevenção ao HPV, anuncia primeira-dama do Amazonas

FOTO: ISMAEL NEVES / FPS
FOTO: ISMAEL NEVES / FPS

As escolas da rede estadual de educação do Amazonas serão alvo de uma campanha inédita de prevenção ao HPV, vírus causador do câncer de colo uterino, o que mais mata as mulheres amazonenses. A criação da campanha educacional, que deve envolver alunos, pais e professores, foi anunciada pela primeira-dama do Estado, Edilene Gomes de Oliveira, nesta quarta-feira, 19 de abril, durante o 10º Encontro de Gestores da Educação.

Focada na prevenção do HPV, com destaque para a imunização das crianças e atenção especial para a realização dos exames preventivos do câncer de colo uterino, a campanha educativa será desenvolvida pelo Fundo de Promoção Social (FPS) e Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e será lançada nos próximos meses. Presidente de honra do FPS, a primeira-dama convidou os educadores a se engajarem na causa, levando o tema para as salas de aula e ajudando no esforço pela redução dos indicadores da doença.

“Estamos trabalhando no combate, investindo na melhoria da rede de saúde e preparando investimentos específicos para o interior. Mas é preciso incluir a educação nesse contexto de esforço para diminuir esses números de mulheres morrendo de um câncer que é totalmente prevenível e de homens amputando pênis em decorrência do HPV. Vamos começar com a educação porque ela é primordial”, disse Edilene Gomes de Oliveira.

Conscientização - Em março, o Governo do Amazonas instituiu a Semana Estadual de Conscientização sobre o Vírus do Papiloma Humano – HPV (Decreto nº 37.696, de 10/03/2017) e promoveu a primeira caminhada de alerta sobre o assunto em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. O Estado foi pioneiro na imunização de meninas de 11 e 13 anos contra o vírus no país, abrindo caminho para a adoção da vacina pelo Ministério da Saúde. Além das meninas, este ano, o governo estadual deve imunizar cerca de 84,3 mil meninos com idade entre 12 e 13 anos contra o HPV.

Para a ginecologista da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), Mônica Bandeira, especialista em casos de câncer de colo uterino, o envolvimento da comunidade educacional será um passo importante no enfrentamento da doença no Amazonas. Ela destacou os avanços promovidos pelo Governo do Estado, como a implantação do exame preventivo da Citologia em Meio Líquido, método mais eficaz no diagnóstico que o papanicolau e que está sendo realizado com as mulheres do interior no barco PAI “Todos pela Vida”.

“O câncer de colo uterino é evitável e só é possível fazer isso com educação. Trabalhar com educadores, formadores de opinião, será importante para multiplicar essas medidas preventivas da doença nas escolas, falando com os meninos e as meninas e com os pais”, disse Bandeira.

Estatísticas - Cem por cento prevenível, o vírus HPV é o causador do câncer de colo de útero, o mais incidente entre as mulheres amazonenses e também o que mais mata. Somente ano passado, 250 mulheres morreram por causa da doença, conforme números da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

“Estamos tomando a iniciativa e vamos convidar a sociedade, a população, juntamente com a escola e os pais para começar o combate contra o HPV com a vacina. Essa é uma medida para médio e longo prazo. Os resultados desse trabalho começarão a aparecer daqui a 10 a 15 anos. Mas daqui para lá veremos os números caírem bastante para não termos mais o Amazonas no topo da tabela de um câncer 100% evitável”, ressaltou Edilene Gomes de Oliveira.

O vírus do HPV também é responsável por cerca de 70% dos casos de câncer de pênis, metade dos casos de câncer no ânus e também de câncer na boca. “Acho que vamos dar um passo definitivo na conscientização, sensibilização e, se Deus quiser, na erradicação definitiva HPV. Não tenho dúvida de que a educação pode ser de grande ajuda para salvar essas vidas”, afirmou o titular da Seduc, Algemiro Ferreira.

Mais informações: Assessoria de Comunicação do Fundo de Promoção Social (FPS): Juliana Maquiné (99382-0768 e 98192-8780).