Campanha de Carnaval de enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescente é lançada no Amazonas com o apoio de escolas de samba

Foto: Bruno Zanardo/Secom
Foto: Bruno Zanardo/Secom

Na área de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, o Governo do Amazonas lançou na quinta-feira, 16 de fevereiro, a Campanha Estadual de Enfrentamento ao Abuso e a Exploração sexual de Crianças e adolescentes na quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Alvorada (rua Bernardo, bairro Alvorada, zona oeste). A ação teve o apoio do Juizado da Infância e Juventude, Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), Secretaria de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Rede Um Grito Pela Vida e outros órgãos de defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, além das escolas de samba Unidos do Alvorada, Aparecida e Reino Unido que fizeram apresentações especiais com as alas mirins.

Com o tema “Brinque o Carnaval sem Brincar com os Direitos da Criança e do adolescente”, o secretário em exercício da Sejusc, Nildo Mello, falou da importância de inibir a prática do crime, denunciando as suspeitas de abuso e exploração aos órgãos competentes como delegacias, conselhos tutelares ou pelo disque 100. “Todos os canais são totalmente gratuitos. Pelo disque 100, o denunciante não precisa se identificar e, com certeza, vai ajudar a salvar a vida da vítima e punir legalmente o criminoso, que, infelizmente, na maioria dos casos, é um membro da própria família ou muito próximo, como um amigo ou vizinho. Por isso é necessário ficar atento”, enfatiza Mello.

No local foram exibidos vídeos educativos sobre o tema e distribuídos materiais informativos. Para a estudante do ensino médio, Rita Aparecida, 16 anos, são necessárias mais ações como esta para informar a população sobre o problema para que pais e filhos se previnam. “Gostei muito dos vídeos porque explicaram como a gente pode se defender dos possíveis abusadores e não ter medo de buscar ajuda. As meninas correm mais risco do que os meninos mas sabemos que o melhor mesmo é ficar atento e pedir socorro se for o caso”, pondera.

Aumento de casos - A titular da Depca, Juliana Tuma, explicou que qualquer pessoa pode denunciar, inclusive as próprias crianças e adolescentes. Ela informou também que em 2016 houve um aumento de quase 10%  em comparação com 2015, nos registros de casos de abuso e exploração sexual, sendo que o estupro tem o maior índice. “Não adianta ficar calado, é necessário buscar ajuda. O Governo do Amazonas está preparado para atender as vítimas e a nossa equipe pronta para investigar os casos e punir os criminosos”.

Interior – Os municípios do interior também estão envolvidos na campanha com o apoio dos gestores municipais que, no dia 20 de fevereiro, próxima segunda-feira, vão participar, juntamente com a sociedade civil organizada e Governo do Estado, de uma videoconferência sobre o tema. A base será no Centro de Mídias da Seduc das 17h às 18h30 e nas cidades, nas salas de aula multimídias, também, da Seduc.

“Por ser uma campanha em nível estadual, o interior não pode ficar de fora. Estamos enviando material informativo para ser distribuído e queremos enfatizar que fazer fiscalizações em bailes e festas carnavalescas são imprescindíveis, além de fortalecer a questão da denúncia junto à população, pois no interior existe uma barreira em que os moradores não procuram a ajuda dos órgãos competentes para denunciar e resolver os crimes de cunho sexual, mesmo em se tratando de crianças e adolescentes”, ressalta Mello.