Semente da seringueira é usada na produção de suplementos alimentares

A semente da seringueira se tornou o mais novo insumo na produção de suplemento alimentar no Amazonas. O trabalho é fruto de um projeto de pesquisa desenvolvido com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Sinapse de Inovação.

O suplemento de acordo com o empreendedor, Antônio Lúcio dos Santos, tem a função de reorganizar as carências do organismo por ser um produto rico em vitaminas, proteínas e não conter glúten, gorduras e conservantes. “Qualquer pessoa que tenha diabetes, pressão alta pode tomar o suplemento por não conter sódio nem açúcar, portanto, o maior benefício que ele traz para a saúde é a reposição de vitaminas e nutrientes, tudo que o organismo perde no dia a dia”, explicou Santos.

O produto, de acordo com ele, surgiu ao ver o desperdício da semente e perceber que não havia nenhum estudo relacionado ao reaproveitamento da semente da seringueira. Após pesquisa, a equipe de estudos chegou à conclusão que a semente pode ser uma boa alternativa na produção de suplementos alimentares. “Após, estudos chegamos à base de um suplemento alimentar, além disso, será possível também produzir barras de cereais e futuramente uma ração para peixes. Para as cascas que sobram das sementes estamos realizando outro estudo pensando em utilizá-las na produção de adubos”, disse o pesquisador.

Geração de emprego e renda - De acordo com Antônio Lúcio dos Santos, atualmente, na região amazônica, a semente é muito desperdiçada. A utilização para produção dos suplementos alimentares será um suporte a mais para geração de emprego e renda para a população amazonense, já que a semente deverá gerar até quatro produtos no mercado: o suplemento alimentar, barra de cereal, ração para peixes e da casca da semente o reaproveitado para produção de adubo orgânico.

 “Estamos fazendo uma parceria técnica com a Embrapa e possivelmente iremos utilizar toda a produção de sementes da seringueira do município de Maués, onde vamos gerar mão de obra para pessoas que irão fazer essa coleta, que serão remuneradas. Além disso, vamos precisar de pessoas para processo de industrialização, gerando emprego e renda para interior e estado do Amazonas” disse o pesquisador.

 O suplemento alimentar é um dos 40 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse da Inovação fruto da parceria firmada entre a Fapeam com a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar os resultados de projetos de pesquisa de universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação em produtos inovadores competitivos, além de fortalecer o empreendedorismo inovador. “O apoio da Fapeam é essencial, pois tivemos acesso a palestras e orientações que foram fundamentais para nosso crescimento profissional e  como empresa”, finalizou Santos.