Seduc lança programa para orientar os estudantes sobre as consequências das DSTs

Foto Eduardo Cavalcante
Foto Eduardo Cavalcante

Para levar informações aos estudantes da rede pública estadual e orientá-los acerca dos prejuízos ocasionados por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) lançou nesta quinta-feira, 5 de março, o programa “Prevenção: Quanto Antes Melhor!”. Os trabalhos do programa, focados na orientação a alunos com faixa etária entre 14 e 18 anos, serão aplicados inicialmente, na escola estadual Francisco Albuquerque, Instituto de Educação do Amazonas (IEA) e Colégios: Brasileiro, Nossa Senhora de Aparecida e Amazonense Dom Pedro II.

 Os trabalhos de orientação serão focados na orientação pedagógica e serão coordenados pela equipe do Centro de Atendimento ao Escolar (Caes/Seduc) em parceria com o Instituto Inmed Brasil e colaboração da empresa Johnson & Johnson.

 A representante da Seduc e coordenadora do programa, Delta Segadilha, informou que os trabalhos serão iniciados neste mês de março com a capacitação de professores das escolas envolvidas. “Ofereceremos fundamentação para que os próprios professores, no dia a dia escolar, disseminem as informações junto aos seus alunos. Após este etapa, capacitaremos alunos líderes para que esse trabalho de orientação seja reforçado”, disse.

 Segadilha mencionou que antes do início das atividades, uma pesquisa foi realizada com alunos das cinco escolas. Pesquisa esta que, segundo ela, fundamentará as estratégias de trabalho. “Pela pesquisa verificou-se que os alunos detêm as informações preventivas, no entanto, precisam de uma orientação pedagógica para colocá-las, de fato, em prática”, citou a coordenadora.

 No ato de lançamento do programa, a diretora-executiva do Instituto Inmed Brasil, Joyce Capelli, ressaltou a importância de ações educativas como esta que será realizada nas escolas do Amazonas. “A partir de pesquisas realizadas com os jovens constatamos que ainda que eles saibam da necessidade de medidas preventivas à Aids e outras DSTs, falta a eles a decisão de adotar tais medidas na prática. O programa, então, trabalhará a formação, a divulgação de informações e, sobretudo, a necessidade da mudança de hábitos”, explicou

Aluna do 9º ano do Instituto de Educação do Amazonas, Thyellen Souza, 14, afirmou ser importante a iniciativa das escolas em levar informações aos jovens. “Informação e orientação são fundamentais e muitos não contam com o interesse de suas famílias nesse sentido. O trabalho da escola, portanto, é muito bem-vindo”, disse a jovem.