Amazonas consegue aumento do Teto SUS para procedimentos de média e alta complexidade

Foto:Alex Pazuello/Agecom
Foto:Alex Pazuello/Agecom

O governador Omar Aziz recebeu na manhã deste sábado, 3 de agosto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em visita à nova maternidade Balbina Mestrinho, inaugurada na tarde de sexta-feira, Padilha assinou a portaria que aumenta em quase R$ 60 milhões o repasse anual feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos de média e alta complexidade no Estado. Na ocasião da visita, que também foi acompanhada pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, o governador entregou ao ministro o projeto básico da segunda etapa da nova Balbina Mestrinho.

De acordo com o governador, a partir do ano que vem, o aumento chegará a R$ 80 milhões. “É uma grande notícia, uma vitória para a Saúde do Amazonas. O aumento do repasse do SUS foi uma luta que encampei desde que assumi o governo. Na primeira reunião que tive com a presidenta Dilma Roussef e o ministro Alexandre Padilha, pedi que fosse feito um estudo para mostrar que o teto per capta do Amazonas era inferior à media nacional”, disse o governador.

Segundo ele, um procedimento de média e alta complexidade feito em municípios do interior do Amazonas, é menor que em grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo, onde as condições para se levar saúde são muito mais fáceis.

Segundo Alexandre Padilha, com o aumento, o Amazonas alcança a média nacional em termos de teto SUS. Os recursos são repassados para cobrir gastos com cirurgias, exames, internações, entre outros procedimentos de média e alta complexidade.

Mais Médicos – Padilha aproveitou para elogiar a alta adesão dos municípios amazonenses ao programa Mais Médicos, que vai contratar profissionais nacionais e estrangeiros para atuarem na atenção básica. Segundo ele, o Amazonas foi o estado brasileiro que teve a maior adesão ao programa com 97% dos municípios inscritos. No primeiro balanço do Ministério da Saúde, 74 médicos brasileiros atenderam ao chamado do Ministério para trabalhar no estado, sendo que a maioria quis ficar na capital.

A expectativa, segundo Alexandre Padilha, é de que na segunda fase, com a abertura para os médicos de outros países, os municípios do interior sejam contemplados. “O Amazonas é prioridade dentro do programa Mais Médico”, disse Padilha.

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