SRMM informa que obra viária não afetará monumento da Ponte Rio Negro
A Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM) informa que a obra que está sendo realizada, na praça que abriga o monumento da Ponte Rio Negro não afetará o mesmo. O totem será preservado sem nenhum deslocamento ou qualquer alteração. A nova obra vai abrir uma passagem na Avenida Brasil para os veículos que saem da estrada da Estanave no sentido Centro-Ponta Negra.
Segundo a SRMM, o que está em curso no local é o reforço das fundações e da estrutura para permitir, não apenas o fluxo de pessoas, como estava projetado anteriormente, como também suportar, com a máxima segurança, a passagem de qualquer tipo de veículo, inclusive de cargas pesadas – como carretas e caminhões com cerâmica e tijolos – que deverão circular naquela área por conta da entrada em operação da ponte que liga Manaus ao município de Iranduba.
O reforço na estrutura deve-se ao fato de o terreno ser arenoso, sendo necessária a realização de intervenções que garantam seu pleno funcionamento dentro da nova realidade pós-inauguração da ponte. O trecho sob intervenção corresponde exclusivamente a uma área de 12 metros de largura. A área construída do monumento é composta por uma praça de 1.700 m², caramanchões e o totem de 34 metros de altura.
Segundo o secretário da RMM, René Levi, esta é uma das três intervenções de curto prazo realizada pelo Governo do Estado para permitir o fluxo de veículos com a inauguração da ponte. Uma segunda obra está em curso em frente à sede do governo, onde a pista está sendo alargada e uma outra na rotatória do cruzamento do encontro da avenida Brasil com a coronel Pedro Teixeira.
A Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf) informou que custo da obra, que englobou a estrutura da praça e do monumento foi da ordem de R$ 5.545.474,80. Esses valores, segundo a Seinf, estão plenamente condizentes com o tipo da obra realizada, tendo-se em vista a qualidade do terreno trabalhado sobre o Igarapé do Franco, a necessidade da cravação de estacas a uma profundidade considerável em toda a estrutura da praça e do monumento – todo em concreto e aço, para garantir a sua estabilidade.
A Secretaria também informou que o Estudo de Impacto de Vizinhança, realizado entre 2007 e 2008, apresentou algumas indicações no sentido de que se verificasse a possibilidade da construção de um viaduto ou de uma passagem de nível no local. Em ambos os casos, porém, os custos envolvidos e as áreas que deveriam ser desapropriadas – algumas delas em terras da União – impediram, naquele momento, o cumprimento destas indicações.
Outras intervenções, que envolverão o complexo viário da Compensa, do Santo Agostinho e da Ponta Negra, região sob influência da ponte, deverão ser anunciadas em breve pelo Governo do Estado, dentro do projeto de mobilidade urbana para a cidade.


