Estado investe em técnicas para melhorar qualidade de vida de grávidas e bebês

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O alívio de dores lombares e a melhoria do condicionamento físico de grávidas e do processo de amamentação são alguns dos benefícios de técnicas desenvolvidas no Japão e que serão utilizadas em maternidades e hospitais do Estado como recurso de humanização do atendimento. Duzentos profissionais de saúde da rede estadual passam por treinamento até dezembro. O primeiro módulo de curso que ensina as técnicas teve início esta semana no Instituto da Mulher D. Lindu.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Susam), os benefícios das técnicas vão além da contribuição para a qualidade do parto e do nascimento de bebês nas unidades de saúde do Estado. Podem contribuir para a redução da mortalidade materna e neonatal.

A gerente de Enfermagem do Instituto, Gracimar Fecury, explica que uma das técnicas utilizadas é o uso da “faixa japonesa” que, nas unidades de saúde do Estado, é substituída por material semelhante à atadura. Ao ser amarrada, cuidadosamente, abaixo da barriga da gestante, a faixa adaptada exerce uma pressão natural para aliviar as dores lombares ou na região pélvica. “As japonesas utilizam a faixa logo nos primeiros meses de gestação, o que permite mais segurança e conforto na execução dos movimentos, prática de exercícios e até o realinhamento da pélvica, depois do nascimento do bebê”, afirma Gracimar, que participou de um treinamento do Japão sobre as novas técnicas e é uma das instrutoras do curso no Instituto da Mulher.

Para a professora Milene Martins, no sexto mês de gestação e atendida no Instituto, o uso das faixas resolveu o problema de dores na região lombar. “O uso das faixas não causa nenhum incomodo, pelo contrário, dão segurança aos movimentos de baixar, levantar e até dirigir”, disse. À medida que as faixas vão perdendo a elasticidade e a pressão, os enfermeiros do instituto fazem a substituição do material. “Todas as mães que participam das atividades que antecedem o parto no Instituto da Mulher já estão recebendo atendimento com as novas técnicas”, diz a gerente de enfermagem.

A técnica japonesa Mohri, de massageamento das mamas, também faz parte do treinamento dos profissionais de saúde. Além de proporcionar bem estar às mães, a massagem evita retenção do leite no seio e, consequentemente, dor e febre. A ginástica para as grávidas, com movimentos de Tai Chi Chuan, fazendo o uso de materiais auxiliares, como elásticos e bolas de borracha, proporciona melhoria no condicionamento físico das grávidas e exercita a musculatura pélvica.

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Para os bebês, o Instituto da Mulher adaptou o conceito do ofurô japonês para aliviar a tensão e o estresse de recém-nascidos prematuros, que recebem sessões de banhos relaxantes em pequenas banheiras. Segundo a enfermeira Gracimar, a aromaterapia por meio de incensos, que é comum nas maternidades e hospitais do Japão, também será adotada no Instituto. Neste caso, a técnica permite o equilíbrio da mente e o corpo. “A ideia é construir um clima de harmonia, em que a mãe e os familiares sintam-se confortáveis, confiantes e seguros”, enfatiza.

Política de humanização – O Curso de Capacitação em Enfermagem Obstétrica para Assistência Humanizada ao Parto, promovido pelo Governo do Estado, acontece no Instituto da Mulher D. Lindu, Zona Centro Oeste da cidade. Dividido em cinco módulos, o curso reúne duzentos enfermeiros obstetras do Estado e do Município. Eles recebem as instruções dos multiplicadores que participaram de treinamento promovido, em 2007, pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).

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A coordenadora estadual de Atenção à Saúde da Mulher, Sandra Cavalcante, acrescenta que, as novas técnicas fortalecem a política pública do Governo do Estado que defende a prática do parto humanizado nas maternidades. “Há cinco anos, a rede pública da saúde trabalha com a medicina baseada em evidências e as boas práticas à atenção obstétrica. O objetivo é evitar o parto precoce, mortalidade materna e neonatal”, destaca. Representantes de quinze municípios do Estado participam também do curso baseado no modelo japonês. Após a conclusão da capacitação, os profissionais terão a importante tarefa de levar as novas técnicas às maternidades e hospitais do interior.

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