XV Festival Amazonas de Ópera inicia nesta terça-feira, no Teatro Amazonas

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O XV Festival Amazonas de Ópera (FAO) inicia nesta terça-feira, às 20h, com a produção “Suor Angélica” de Giacomo Puccini, no palco do Teatro Amazonas. Ao completar a décima quinta edição, o festival se consolida no calendário nacional e internacional de música erudita e fortalece o núcleo regional de produção artística, de acordo com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Com espetáculos na capital e no interior, o evento terá cinco grandes óperas, além de apresentação de corais e recitais do dia 26 de abril a 21 de maio.

Os espetáculos contam com a participação de corpos artísticos mantidos pelo Governo do Amazonas, como a Amazonas Filarmônica, o Coral do Amazonas, Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, Corpo de Dança do Amazonas e de alunos do Projeto Jovem Cidadão. O patrocínio do evento é do Banco Bradesco, que apoia diretamente a organização de seis recitais. No encerramento do festival, está programado o espetáculo “Cenas Líricas”, no Largo São Sebastião, no Centro, em homenagem aos 15 anos do FAO, com a apresentação de trechos de grandes óperas já produzidas no festival.

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A ópera italiana “Suor Angélica” terá cinco apresentações, duas das quais no Teatro Amazonas, nos dias 26 e 30 de abril, uma no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), no dia 7 de maio, uma no Centro de Convivência da Família Pe. Vignola, no bairro Cidade Nova, zona oeste, no dia 15 de maio, e uma no Centro de Convivência do Idoso, no bairro Aparecida, zona sul de Manaus, no dia 21 de maio. O espetáculo de Giacomo Puccini conta a história da jovem Angélica, deixada em um convento como castigo por ter tido um filho ainda solteira.

“Suor Angélica” estreou no Metropolitan Opera House, de Nova Iorque, em 1918. No XV FAO será dirigida por Maria Lucia Gurgel. O cenário é de Roberta Volpe, os figurinos são de Jehsel Lau Cristerna e a iluminação de Fabio Retti. A produção conta, ainda, com a participação do Coral do Amazonas, Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e a Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica.

Os ingressos para o espetáculo ainda estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas ou podem ser comprados online pelo site: www.bestseat.com. Para mais informações, entrar em contato pelo site do festival: www.amazonasfestivalopera.com ou telefone da bilheteria do Teatro Amazonas (092) 3232 1768.

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Espaço acadêmico

Neste ano, a SEC realiza a primeira Convivência da Ópera, uma programação acadêmica voltada à discussão de temas relacionados ao universo da ópera, com a participação de especialistas convidados que participam desta edição do FAO. O ciclo de convivências é organizado pelo Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro e acontece no Centro Cultural Palácio da Justiça.

A programação, com início sempre as 18h, conta com o debate “Gestão e Produção Cultural”, com o secretário da SEC, Robério Braga, que ocorreu no dia 25 de abril. No dia 2 de maio, a soprano Eliane Coelho debate sobre “Canto”; no dia 9 do mesmo mês, o tema será “Direção Cênica e Projeções”, com Mietta Corli; no dia 16, Jehsel Lau Cristerna fala sobre “Figurinos”; no dia 23 de maio, Marcos Apollo discute “Produção Técnica” e no dia 24 de maio, Marcos Apollo discute “Produção Técnica”.

Audiodescrição e linguagem de libras garantem acessibilidade

Pessoas com deficiência auditiva ou visual terão acesso a recursos que possibilitarão apreciar espetáculos do XV FAO, que neste ano mantém a iniciativa que privilegia a acessibilidade e a inclusão. O festival terá sessões especiais com recursos de audiodescrição e linguagem de libras. A primeira sessão especial será no dia 30 de abril, com a ópera “Suor Angélica” de Giacomo Puccini.

No dia 3 de maio, os recursos de audiodescrição e linguagem de libras serão utilizados na montagem de Francis Poulec, “Diálogos das Carmelitas”. No dia 22 de maio, haverá sessão especial para o espetáculo “Tristão e Isolda”, de Richard Wagner, e, no dia 29 do mesmo mês, quando encerra o FAO, os portadores de deficiências audiovisuais acompanham a montagem “Cenas Líricas”, em homenagem aos 15 anos do festival, que será transmitida no Largo de São Sebastião, no Centro.

Neste ano, 40 lugares estarão disponíveis nas sessões especiais. Cada deficiente audiovisual contará com um aparelho auditivo, similar ao da tradução simultânea, doado pelo Instituto Vivo. O primeiro evento da SEC que utilizou o recurso de audiodescrição foi o Festival Amazonas de Ópera de 2009, com a montagem “Os Troianos” de Hector Berlioz. A partir dessa experiência, todos os eventos culturais da secretaria passaram a incluir na programação sessões especiais para portadores de deficiência auditiva, visual e física. Esses últimos possuem espaços reservados, bem como entradas diferenciadas de acesso ao teatro.

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Mão de obra local é maioria na produção do Festival Amazonas de Ópera

A produção de cenários e figurinos para o XV FAO teve início no dia 25 de abril e envolveu cerca de 200 profissionais, 95% dos quais oriundos da capital e do interior do Estado, que exerceram funções como de cenógrafo, serralheiro, costureiro, figurinista e iluminador. De acordo com o diretor técnico do festival, Marcos Apolo Muniz, a prioridade nas contratações para a produção do evento é dada aos profissionais do Estado e que aqueles que tem participado deste trabalho desde as primeiras edições do festival.

Os poucos profissionais que vêm de outros Estados são comprometidos com áreas mais específicas que acabam trazendo novos conhecimentos e técnicas para os profissionais do Amazonas, afirma Apolo. O figurinista carioca Marcelo Marques, que participa pela primeira vez do festival no Amazonas, conta que se surpreendeu com a estrutura de produção do evento, bem como com a qualificação dos profissionais envolvidos. “O Festival Amazonas de Ópera já é muito famoso no Brasil e no exterior também, mas encontrei uma estrutura melhor do que esperava. São pessoas preparadas para o trabalho, que sabem o que estão fazendo, onde tudo funciona muito bem”, afirma Marques.

O parintinense Jorge Gomes, que há oito anos atua como cenógrafo no festival, é um dos artistas mais requisitados no circuito artístico do Rio de Janeiro e São Paulo. Ele atribui o talento a um “dom do artista parintinense” aliado às oportunidades de trabalho no Amazonas. “A robótica manual é uma técnica exclusiva de Parintins que cresceu, ganhou visibilidade e, hoje, é exportada por meio de nossos artistas”, disse o cenógrafo.

A costureira Mirlene Siqueira, que é profissional autônoma, inclui no calendário anual não apenas o Festival Amazonas de Ópera, mas também o Natal das Luzes e o Concerto de Natal, eventos culturais promovidos pelo Governo do Estado. Segundo Mirlene, a remuneração que recebe, neste período, garante a ela um salário equivalente a três meses de trabalho como autônoma. “São horas de trabalho e quando vai chegando próximo ao evento, a produção torna-se ainda mais intensa, mas não abro mão de estar na equipe. Além de um salário recompensador, aprendemos muito com a troca de experiências de profissionais de outros Estados. É como se fosse reciclagem”, afirmou a costureira.

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