Braga defende mais investimentos em Ciência e Tecnologia

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O governador do Amazonas, Eduardo Braga, afirmou na segunda-feira, 09, em Belém, onde está sendo realizada a 59ª Reunião da SBPC, que o desenvolvimento sustentável da Amazônia Brasileira passa, necessariamente, pela realização de mais investimentos em Ciência e Tecnologia, e a efetiva formação de quadros regionais.

Depois de pontuar os avanços registrados no Estado, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPEAM), que foi  criada por ele na elaboração da nova constituição estadual, mas que só saiu do papel em 2003, inserindo a ciência e a tecnologia na pauta da administração estadual, Braga assegurou que continuará promovendo investimentos na área, porque um dos compromissos do seu governo é preparar o Amazonas para o futuro.

“Mais do que atrair mestres e doutores, precisamos formar os nossos. Mais do que discutir a preservação, é preciso agir no sentido de que a floresta preservada seja inserida no Protocolo de Kioto, que entra em nova fase”, afirmou.

O governador lembrou ainda, que ao implementar os mecanismos necessários para dotar o Estado de maior capacidade para produzir ciência e tecnologia, automaticamente está dinamizando o processo de desenvolvimento sustentável do Amazonas e contribuindo para a criação de melhores condições de vida às pessoas.

Para evidenciar o pioneirismo e a boa performance registrada, o governador Eduardo Braga lembrou que o Amazonas saiu de um investimento zero na área, em 2003, quando da implantação do sistema de Ciência e Tecnologia do Estado, para R$ 54 milhões ao ano, valor aplicado hoje.

Dados da FAPEAM revelam, ainda, que o Amazonas já financiou 650 bolsas de mestrados e doutorados. Segundo o balanço da Fundação, quando Eduardo Braga  assumiu o governo, em 2003, o Amazonas tinha 210 grupos de pesquisas cadastrados no Banco de Dados do CNPQ e hoje conta com 322. O Amazonas contava com 19 cursos de mestrado cadastrados na CAPS e hoje dispõe de 33. Tinha 5 cursos de doutorado e hoje já são 11. No período o número de pesquisadores do Amazonas cadastrados no Banco de Dados do CNPQ saltou de 433 para 1994.
 
Apesar de comemorar os bons resultados já alcançados, Braga aponta a necessidade de somar esforços com o governo federal para fazer mais e melhor, formando mais mestres, doutores e pesquisadores para avançar na qualidade do ensino.

“O Amazonas está num grande esforço de recuperação do tempo perdido, porque em 35 anos de existência de instituições de grande importância para o nosso Estado nós conseguimos formar pouco mais de 500 doutores e mestres”, argumentou, lembrando que em pouco mais de cinco anos a FAPEAM está formando 655.

Braga lembrou, ainda, que no médio prazo o Amazonas conseguirá um grande diferencial no comparativo com outros estados. Ele disse, ainda, que sem mestres, doutores, professores bem preparados e de profissionais comprometidos com a promoção da qualificação será praticamente impossível vencer o desafio posto, que é alcançar a qualificação da educação que o Amazonas necessita. (WMF).